domingo, 29 de novembro de 2009

Geisy: Apenas uma minissaia incompreendida!

Oi, galera!!! Tudo bom???

Hoje vamos falar sobre um tema que abalou todas as estruturas das esferas universítária e feminina do nosso país: o caso Geisy e a minissaia incompreendida!

Quando um grupo de pessoas enfurecidas gritam e hostilizam uma jovem somente por causa de sua minissaia pink, achamos que estamos falando de uma insurreição medieval ou de mais uma repressão da ditadura militar dos anos 70. Ou até mesmo de uma rebelião na sauna gay. Mas, não! Na verdade, estamos nos referindo supreendentemente a um fato atual, que chocou todo o país devido às suas exorbitantes proporções. Isso revela que, mesmo com anos e anos de evolução, o pensamento de boa parte de nossa sociedade ainda permanece primitivo e rudimentar. Em pleno século XXI, ainda existe gente que se encaixaria melhor lá na Idade da Pedra.
Desde que a minissaia da estudante Geisy Arruda virou alvo da chacota de seus companheiros de faculdade, a vida da loira mudou da água pro vinho, ou melhor, do vestido pra minissaia! Em pouco tempo, o caso tornou-se amplamente público, atraindo a atenção da mídia e adjacentes. Tudo numa rapidez impressionante! Usar aquela minissaia foi melhor do que participar do BBB ou do Ídolos! Geisy tornou-se a mais nova celebridade instantânea do Brasil. A mais nova sensação do momento! Sua história é a prova absoluta de que uma simples minissaia, inofensiva até então, pode sim mudar a vida de alguém...
Entretanto, ainda persistem opiniões contraditórias acerca da polêmica e rosada minissaia! Há quem diga que a única culpada de toda aquela exorbitante reação seja a própria Geisy. Enquanto alguns afirmam que a universitária provocou aquele alvoroço apenas pra ficar no centro das atenções, inclusive chegando até a levantar a minissaia na frente de todos que a xingavam (tipo a Marilyn Monroe sem o vento no vestido), outros acreditam que nada justifica o exagero das agressões. A seguir, estão dispostos alguns dos singelos palavrões dirigidos a Geisy pelos estudantes no momento da confusão: P*%#@, R'?>&$, F#%<°@*, T!"@#&~%, Q#@((?@, dentre muitos outros.

Nem a Uniban, universidade onde a Geisy era aluna, escapou da onda dessa repercussão! Transformou-se no foco principal do público, da imprensa e dos comediantes. Alguns críticos já sugeriram até a mudança no nome da instituição, que passaria a se chamar "Unibullying", "Unibambi", "Unibarbie" e coisas desse gênero! Talvez a mancha na reputação dessa universidade tenha sido o preço pago pela sua impotência diante do acontecido, permitindo que se propagasse a arruaça e a selvageria em suas dependências. E depois a Uniban ainda chegou a expulsar Geisy Arruda e a apenas suspender os baderneiros, em vez de ser justamente o contrário. Mas o estabelecimento de ensino voltou atrás logo em seguida, quando notou que tal decisão traria ainda mais rebuliços para sua alçada.
Enquanto o "quebra-pau" rola lá na Uniban, a Geisy deixa de ser a figurante hostilizada e passa a ser a personagem principal dos holofotes do sucesso! Já participou de inúmeros programas de TV, como o Vídeo Show, o Casseta e Planeta Urgente, o Super Pop e o Geraldo Brasil. Não duvido nada que ela venha a aparecer na Fazenda 3 ou que ingresse no elenco da nova novela da Globo. Ou que até mesmo tenha a sua vida retratada nas telas de cinema. Sim... Porque a nova moda é essa: fazer filmes sobre a vida alheia! Povinho sem criatividade! Algumas fontes confirmam até que a Playboy anda especulando tê-la em uma de suas conhecidas e lambuzadas edições. Só que, desta vez, sem a minissaia! Sem falar que Geisy já está garantida como um dos destaques para o próximo carnaval carioca. E assim a loira vai vendendo o seu peixe e enchendo o seu cofrinho... Esperta ela, não!?
Já para os encrenqueiros da Uniban só resta a lição! Não se pode resolver nada com agressões verbais, insultos ou qualquer outra forma de violência... Se ela realmente programou tudo, quem deveria tomar as medidas cabíveis para puni-la deveria ser a direção responsável pela Uniban, e não os próprios estudantes. Por isso, o caso deixou a população abismada e compadecida com a situação de Geisy, que só tem tirado bons proveitos de tudo isso. Se o "auê" foi premeditado mesmo, isso é mérito apenas da inteligência dela mesma. Acho que seria muito mais vantajoso para ela abandonar a faculdade de Turismo e entrar na de Marketing ou de Corte e Costura, porque a Geisy arrasa nos seus modelitos, além de saber se promover muito bem. Vocês não acham???

Vamos ficando por aqui: a Uniban com os seus protestos, a Geisy com a sua fama e eu com o meu blog! E por enquanto, só nos resta aguardar o próximo barraco ou a próxima minissaia incompreendida!... Fazer o quê, né???

Tchau, gente! Fui... XD

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Namastê, Emmy!!!

Mais que um simples motivo de orgulho para o nosso país, a premiação de um trabalho nacional com um Emmy Awards internacional é uma das maiores formas de reconhecimento do nosso valor perante o cenário artístico mundial. E acabamos de viver esta realidade: "Caminho das Índias", exótica atração criada pela autora Glória Perez para o horário nobre da Rede Globo, recebeu o prêmio máximo que uma produção de tal porte pode receber, o Emmy Awards 2009, equivalente a Oscar da televisão mundial. Muitas outras novelas, minisséries e seriados já tentaram alcançar esta proeza, mas somente agora, no final da década de 2000, o sonho pôde se tornar realidade. Alguns desses candidatos ao título Emmy foram: Hoje É Dia de Maria, em 2005; Sinhá Moça, em 2006; Antônia, em 2007; Paraíso Tropical, em 2008; e Maysa - Quando Fala o Coração, já em 2009. Bem que todos esses grandes sucessos tentaram, mas não tiveram êxito nos seus propósitos, apesar de serem potenciais finalistas da seleção.
Os Prêmios Emmy são condecorações da Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas utilizadas para agraciar os produtos de mais alta qualidade na programação da televisão mundial. São objetivos bastante almejados por emissoras televisivas do planeta inteiro, pois o Emmy garante renome e conceito para as obras televisionadas.
E o primeiro Emmy de nossas famosas e exportadas telenovelas veio num tom meio indiano. Nesta segunda-feira (23 de novembro), durante um jantar de gala no Hilton Hotel (É... Esse mesmo! O da Paris Hilton!), em Nova York, o folhetim "Caminho das Índias", que tratou das disparidades entre as culturas brasileira e indiana, venceu o Emmy na categoria melhor telenovela, derrotando os outros três concorrentes de peso: uma novela francesa e duas filipinas. Agora, a trama indiana, que mescla a vida real com um conto de fadas cheio de cores e sabores, já pode ostentar a todos o título de melhor novela do mundo. Grande feito para a novelista Glória Perez, que já se consagrou em novelas polêmicas como "Barriga de Aluguel", "Explode Coração" e "O Clone", e também para o genial diretor Marcos Schechtman, que conquistou um lugar ao sol após a afastamento de Jayme Monjardim do núcleo da novela "América", em 2005. Além da cultura indiana, da esquizofrenia e da psicopatia mostradas em "Caminho", Glória também incrementou seus outros trabalhos na TV com temas peculiares, como inseminação artificial, imigração ilegal nos EUA, clonagem humana, islamismo, homossexualismo, mundo das drogas, dentre outros. Todo esse padrão na escritura de textos apenas enobrece ainda mais a imagem de Glória diante da teledramaturgia brasileira, além de emocionar o público com sua valente história de vida como mulher e mãe.
Exibida, no Brasil, de 19 de janeiro a 14 de setembro deste ano, "Caminho" contou com Juliana Paes, Márcio Garcia e Rodrigo Lombardi nos papéis de protagonistas, com Christiane Torloni, Débora Bloch e Alexandre Borges nos papéis de co-protagonistas e com Letícia Sabatella e Cléo Pires nos papéis de antagonistas principais. Alcançou média geral de 41 pontos de audiência (índice satisfatório para a Rede Globo, que exige média de 40 pontos para suas novelas das oito) e 65% de share. Após esta façanha, "Caminho das Índias" já começa a ser alvo de especulações no mercado de venda de telenovelas a outros países, o que rende a Globo lucros milionários anualmente.
Parece que 2009 foi mesmo o ano da Índia, já que "Quem Quer Ser Um Milionário?", filme que se passa em ambientes indianos, abocanhou uma gama de Oscars no início do ano. No mais, tudo isso serviu para engrandecer ainda mais a nossa teledramaturgia, aspecto peculiar do povo brasileiro. Prova disso é que muitos dizem por aí que "o brasileiro sabe fazer duas coisas melhor que o resto do mundo: jogar futebol e fazer novela!".
Parabéns, Glória! Parabéns a todos que fizeram "Caminho das Índias" chegar onde chegou!!!... Are baba!!!

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